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LBFF 2021: “A melhor LBFF de se ganhar”, diz Lobato

Yago.exe e Lobato conversaram com o ge sobre o título e a melhor campanha da história da LBFF

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Originalmente publicado em: GE

A B4 é a grande campeã da LBFF 6, a última edição da Liga Brasileira de Free Fire em 2021. Junto da taça, o time ainda ostenta a melhor campanha na história da competição: além dos 789 pontos durante a fase classificatória, o time somou 111 pontos na grande final, totalizando 900 pontos ao longo do campeonato. Em conversa exclusiva com o ge, Yago.exe e Lobato comentaram sobre a preparação para a grande final, a emoção de jogar presencialmente, e projeções para o futuro do cenário.

B4 com a taça da LBFF 6 — Foto: Divulgação/Garena
B4 com a taça da LBFF 6 — Foto: Divulgação/Garena

Antes de tudo, vale citar o pequeno mistério na decisão do título: a B4 chegou na última queda com a liderança, e a LOUD foi rapidamente eliminada, deixando os Bastardos em boa posição para vencer. No entanto, a Vivo Keyd conseguiu uma recuperação incrível, garantindo o Booyah da partida final e deixando uma pulga atrás da orelha em todos os envolvidos:

— Eu tinha um pingo de dúvida na minha cabeça porque eu não lembrava da diferença de pontuação que a gente tinha em relação a eles […] Na hora ficou aquele nervosismo se eles tinham passado da gente ou não. A gente só rezou e esperou sair o resultado — confessa Lobato.

Yago.exe, por sua vez, estava um pouco mais confiante:

— Eu pensei: ‘Mano, se a Loud não pontuou muito, e a Keyd fez só 6 kills, é bem capaz da gente ser campeão’. Foi dito e feito, deu dois, três minutos e anunciaram a gente como campeão — relata o jogador.

B4 se emociona com título da LBFF 6 — Foto: Divulgação/Garena
B4 se emociona com título da LBFF 6 — Foto: Divulgação/Garena

Apesar do otimismo, ambos confirmam que só tiveram a certeza do título quando a apresentadora CamilotaXP anunciou a B4 como campeã.

O primeiro presencial da vida

Nenhum dos jogadores da B4 tinha experiência jogando presencialmente. A grande final da LBFF 6 foi a primeira vez de todos eles em um palco, mas eles garantem que o nervosismo estava controlado:

— Foi a nossa primeira experiência jogando presencialmente e muitos dos times desacreditaram da gente por causa disso. Mas a gente trabalhou muito, a gente entrou muito calmo desde o início. Todo mundo muito confiante e graças a Deus deu tudo certo — diz Lobato.

Lobato, jogador de Free Fire da B4 — Foto: Bruno Álvares e Jessica Liar/Garena
Lobato, jogador de Free Fire da B4 — Foto: Bruno Álvares e Jessica Liar/Garena

Yago.exe complementa, aprovando a atmosfera do palco e contando uma das maneiras que a B4 se preparou: treinando frente a frente com o time de emulador.

— Eu gostei pra caramba porque é uma adrenalina maior, querendo ou não tem mais pressão, só que o time tava bem preparado, o Machado [técnico] preparou muito a gente. Como a gente tava jogando presencial contra os emuladores, um na frente do outro, isso acabou ajudando bastante — explica o jogador.

Não ter um Mundial faz diferença?

A LBFF 6 não valia vaga para uma competição internacional; a Free Fire World Series prevista para novembro foi cancelada por conta da pandemia de Covid-19, e os times brasileiros não teriam a chance de recuperar sua coroa em solo estrangeiro. Para a B4, entretanto, a competição ainda teve um ótimo gosto:

— Querendo ou não, todo mundo que joga a LBFF sonha em ser campeão. Seria muito bom se tivesse um mundial ou algum outro campeonato que valesse, tipo um continental ou algo assim, mas acho que tem o mesmo gosto — afirma Yago.exe.

Yago, jogador de Free Fire da B4 — Foto: Bruno Álvares e Jessica Liar/Garena
Yago, jogador de Free Fire da B4 — Foto: Bruno Álvares e Jessica Liar/Garena

Lobato complementa:

— Era a volta do presencial, né? Todo mundo queria ganhar. Poderia não ter vaga pra nada, mas como era a volta do presencial, todo mundo queria ganhar. Pra mim, a melhor LBFF de se ganhar foi essa — disparou o jogador.

O segredo do sucesso

Questionados sobre os motivos para o time ter conseguido uma performance tão incrível e consistentes, ambos dão uma resposta simples: a união do time foi a chave para conseguir os 900 pontos e se colocar na história do Free Fire.

— Dentro de queda, um apoia o outro. Se um tá mal, vai outro e anima o time, puxa a responsabilidade. Eu acho que isso, querendo ou não, influenciou muito durante o campeonato. Todos estavam confiantes, matando bem — diz Yago.exe.

Lobato segue na mesma linha:

— A gente trabalhou a união do time desde o início, sabe. A gente chegou muito preparado e desenvolveu um trabalho muito sólido durante o campeonato todo. Todo mundo era muito unido, ninguém brigava, um ajudava o outro, acho que isso foi crucial pra que a gente tivesse um desempenho tão bom — complementa.

Projeções para o futuro do cenário

A vice-campeã Vivo Keyd foi amplamente elogiada pelos jogadores. A trajetória de recuperação da equipe dentro da grande final foi digna de aplausos, e o bicampeonato não veio por uma diferença ínfima, de apenas três pontos. Lobato e Yago.exe colocam a Keyd entre alguns dos times que sempre dão trabalho, e que podem ser um perigo para o próximo ano, caso mantenham o elenco:

— Se esses caras [Keyd] não se separarem vai ser um time muito forte, e, pra mim, Fluxo, LOUD e Corinthians são três times muito fortes também. Eu tenho certeza que todas as finais eles dão trabalho, todas. Não tem nenhuma que eles não dão trabalho — crava Lobato.

Keyd, de Modestia, é uma equipe para ficar de olho no futuro — Foto: Bruno Álvares e Jéssica Liar/Garena
Keyd, de Modestia, é uma equipe para ficar de olho no futuro — Foto: Bruno Álvares e Jéssica Liar/Garena

Ainda assim, a B4 mira em conseguir uma hegemonia e repetir o título da LBFF; entre todas as cinco edições, nenhuma organização conseguiu levantar dois troféus. Nos jogadores, somente JapaBKR conquistou dois títulos:

— Acredito que se a gente manter o mesmo elenco pro split que vem, e continuar na mesma sintonia, continuar trabalhando focado, a gente tem muitas chances de conseguir trazer o título novamente — analisa Lobato.

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E-Sports será tema de Congresso de Empreendedorismo Digital

“O CONEDI é um evento multidisciplinar, que abrange inúmeras áreas do empreendedorismo digital. O mercado dos games não para de crescer e reparamos que durante a pandemia, os e-sports se profissionalizaram ainda mais[…]”

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O Congresso de Empreendedorismo Digital (CONEDI) realizado pela Associação dos Jovens Empreendedores de Porta Alegre é o maior congresso de empreendedorismo do Brasil. E neste ano, o tema do congresso será o e-sport.

Dessa forma, a proposta do evento é realizar um grande encontro entre as comunidades de tecnologia, inovação, marketing, criatividade e negócios, com diversas temáticas, abordando os principais tópicos de interesse no universo digital, especificamente nesta edição o e-sport.

O calendário dos eventos da CONEDI para 2022 é:

Porto Alegre em julho

Bento Gonçalves (RS) em maio

Rio de Janeiro em novembro.

 – O CONEDI é um evento multidisciplinar, que abrange inúmeras áreas do empreendedorismo digital. O mercado dos games não para de crescer e reparamos que durante a pandemia, os e-sports se profissionalizaram ainda mais, e a quantidade de criadores de conteúdo cresceu muito. Para não ficarmos de fora desse mercado, resolvemos incluir na nossa programação do CONEDI. Estamos contentes de poder atingir o público gamer por ser um tema de extrema relevância em nossa sociedade. (Willian Assis – Idealizador do congresso)

Fonte: UOL

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Ucrânia pede que jogadores e times russos não disputem torneios de eSports

A BLAST, organizadora de esports, já anunciou a suspensão temporária de times e jogadores russos em seus campeonatos, até o momento

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Na quarta-feira passada dia 2 de março, Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro da Ucrânia, divulgou no twitter um pedido: jogadores profissionais e times russos de esports não sejam convidados para eventos e torneios. O vice-primeiro-ministro também pediu que as contas russas fossem suspensas com o suporte russo nas principais plataformas de games, como PlayStation e Xbox

Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro da Ucrânia - Dikvulgação/Metrópoles - Dikvulgação/Metrópoles
Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro da Ucrânia

“Apelo que bloqueiem temporariamente todas as contas russas e bielorussas, temporariamente parem a participação de gamers e times russos e bielorussos em todos os eventos internacionais de esports, e cancelem todos os eventos internacionais no território da Rússia e Bielorússia” (Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro da Ucrânia)

A BLAST, organizadora de esports, já anunciou a suspensão temporária de times e jogadores russos em seus campeonatos, até o momento

Fonte: UOL

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R6: Major nos EAU é alvo de críticas de casters e comunidade

Cenário se revolta por escolha por país do Oriente Médio que tem leis e punições contra relacionamentos de pessoas do mesmo sexo

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Originalmente postado em: ge

A notícia de que um dos Majors de Rainbow Six Siege de 2022 será disputado nos Emirados Árabes Unidos não agradou à comunidade. Fãs e até casters do FPS da Ubisoft criticaram a escolha da sede do Major de agosto. A repercussão negativa se deve ao fato de que o país do Oriente Médio tem leis que proíbem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Pessoas que tenham um relacionamento não heterossexual fora do casamento são passíveis de punições que podem variar de prisão perpétua a pena de morte.

Palco do Six Invitational 2022 — Foto: Kirill Vision/Ubisoft
Palco do Six Invitational 2022 — Foto: Kirill Vision/Ubisoft

Após o anúncio, casters, influenciadores e até trabalhadores da Ubisoft mostraram insatisfação. Anne Munition, streamer de Rainbow Six, fez uma série de tuites sobre a decisão de levar o Major até os Emirados Árabes Unidos.

– Não tenho certeza de quem é responsável por esta decisão, mas Ubisoft por favor, reconsidere fortemente. Vocês têm tempo de sobra para levar esse evento para algum lugar que realmente celebre a diversidade que você destaca em seus jogos – comentou Anne Munition.

A comentarista britânica Geo Collins também se mostrou contra a decisão e questionou o que acontecerá com os os casters e jogadores LGBTQIA+: se deveriam ir ao evento para correr risco de vida ou se deveriam ficar em casa.

O designer de experiência do usuário do Rainbow Six Seb François chegou a publicar no Twitter que era um “tapa na cara”.

Os jogadores e entusiastas do FPS tático também se posicionaram contra a decisão e fizeram uma petição para que a Ubisoft e a ESL mudassem a sede do Major de agosto. A campanha foi iniciada no site Change.org e conta com mais de 2 mil assinaturas a favor da mudança.

– Concluímos firmemente que deve haver um local diferente para o Major dos Emirados Árabes Unidos de 2022, que seja acolhedor para todos os casters, comunidades e personagens de Rainbow Six: Siege. O futuro do Siege não deve ser manchado por essa decisão, especialmente com o quão promissor o ano parece – diz o comunicado no abaixo-assinado.

Nos últimos anos, a Ubisoft tem se empenhado em incentivar a representação da comunidade LGBTQIA+ nos jogos e estúdios. No início de 2021, a desenvolvedora introduziu Flores, o primeiro personagem abertamente gay no jogo.

A repercussão negativa se deve ao fato de que o país do Oriente Médio tem leis que proíbem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Pessoas que tenham um relacionamento não heterossexual fora do casamento, são passíveis de punições que podem variar entre pena de morte e prisão perpétua.

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